Eu moro numa rua
da cor do esquecimento
(um cinza batido
e um vermelho violento).
Essas cores são tão vivas
que atravessam as paredes
invadem casas e corpos
querendo saciar suas sedes.
E nós, moradores,
ficamos cinzas também
por causa dessas cores
que nenhuma beleza têm.
A escola era o único lugar
em que eu conseguia enxergar
uma cor melhor pro meu futuro
(já que o presente anda tão escuro)
E um dia apareceu na escola
duas meninas amarelas
e uma mulher tagarela
pintada de paz (de cor transparente)
falando de tintas e meio ambiente.
Regaram nossos corações com tintas
renasceu um pé de esperança
Imagine só que festança
descobrir que a esperança é verde e inocente
e que ela sempre morou dentro da gente!
Então me perguntaram:
“De que cor pintar o mundo?”
Eu pensei, pensei,
olhei para um chão imundo
Vi a cor da poluição
Porém, na televisão,
havia riqueza e sorriso.
O porquê não sei, mas posso mudar isso.
Eu quero a cor da consciência limpa,
da educação, do respeito à vida,
da transformação, da iniciativa,
jogadas num caldeirão
da cor da revolução!
Azul? Amarelo? Verde?
Rosa? Laranja? Mate?
Queria mesmo é que o mundo
tivesse a cor da igualdade...
Tivesse a cor do bem...
Todos nós somos pintores
então escolham suas cores,
venham colorir também!
Poema de: Alessandra Estevam
Agradecimentos especiais à Alessandra, pelo apoio e interesse que tens pelo projeto.
Atenciosamente,
Equipe A-COR-DAR Para o Meio Ambiente!
Muito bom o poema!
ResponderExcluirParabéns Alessandra e a Equipe do A-COR-DAR Para o Meio Ambiente!
Acho que nunca vou esquecer esse poema, é perfeito.
ResponderExcluirAs cores da vida, do mundo... deveríamos começar a escolher e a pintar, o mundo seria lindo assim.
Parabéns Alessandra!
ResponderExcluirParabéns pela capacidade de sentir e transmitir de forma poética a proposta do projeto A-COR-DAR!
Um forte abraço!